Estamos na reta final do período letivo de 2020, um ano atípico que mudou profundamente a dinâmica do dia a dia de toda a família. Crianças e adolescentes viram suas rotinas escolares sofrerem grandes modificações: com as aulas presenciais suspensas por conta do risco do contágio pelo novo coronavírus, o ensino remoto passou a ser uma realidade.

Depois, com o retorno às aulas presenciais, um novo comportamento precisou ser adotado por toda a comunidade escolar: distanciamento de cadeiras, uso de máscaras e uma série de medidas para atender aos protocolos sanitários.

E para 2021, o que nos espera? Ainda em meio a tantas incertezas e novidades, somos provocados a colocar em prática o exercício de aperfeiçoar o próximo ano letivo.

Muitos pais, mães e responsáveis, ainda cercados por um cenário repleto de indefinições, devem estar se questionando: como serão as datas do período letivo, se haverá uma nova suspensão das aulas presenciais, se a opção será o ensino híbrido. Ou se a vacina contra a Covid-19 logo chegará e tudo poderá voltar a ser como antes.

Sim, ainda dependemos do rumo que o controle da pandemia terá. Enquanto isso, cabe a nós, educadores e famílias, construirmos juntos um ambiente seguro, tanto físico quanto emocional, para nossas crianças e adolescentes. E isso inclui planejar a matrícula para o próximo ano.

E, para ajudar nesta tomada de decisão sobre a matrícula do seu filho na escola para 2021, convidamos você a refletir sobre alguns pontos. Eles podem contribuir para tomar a escolha mais acertada neste período de mudanças constantes. Vamos lá?!

A escola é um lugar seguro?

O maior receio das famílias em relação ao retorno às aulas presenciais está na segurança sanitária da escola.

As escolas, comprometidas com o bem-estar dos alunos, professores e demais funcionários, colocaram em prática e seguem com rigor as medidas sanitárias: uso de máscaras por todos, higienização constante das mãos com água e sabonete e/ou com álcool 70%, o não-compartilhamento de materiais e o distanciamento adequado.

Essa infinidade de cuidados e precauções torna o ambiente escolar um dos mais controlados e seguros.

O retorno presencial já vem acontecendo em diversas instituições escolares desde setembro de 2020 (aqui no RN). Com o relaxamento do isolamento social, as escolas puderam retornar de forma parcial, com redução de capacidade, ensino híbrido e seguindo todos os protocolos e recomendações dos órgãos oficiais de saúde.

A boa notícia é que esse retorno tem dado certo! O ensino híbrido possibilitou aos responsáveis pelos alunos escolher retornar às aulas presenciais ou continuar no ensino virtual. Para tanto, a tecnologia se mostrou uma importante aliada, que certamente seguirá contribuindo com o fazer pedagógico, independente da pandemia.

O fato de ainda não dispormos de uma vacina contra a Covid-19 nos mantém em estado de constante alerta para conscientizarmos crianças e adolescentes a seguirem as recomendações e protocolos de saúde das escolas seja por meio de orientações, vivências rotineiras de cuidados e até por meio de brincadeiras.

 

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Portanto, no próximo tópico, separamos algumas sugestões de como lidar com essa situação.

 

Como preparar crianças e adolescentes para o ano letivo de 2021?

É importante que a família esteja atenta, antes de qualquer coisa, à saúde mental das crianças e adolescentes. Todas as mudanças provocadas pela pandemia certamente impactaram e seguem impactando emocionalmente a todos.

O medo do contágio, da morte, o distanciamento dos amigos, de outros parentes, a perda de pessoas próximas, tudo isso provoca insegurança emocional. E pode desencadear doenças psicológicas, como a síndrome do pânico, depressão ou crises de ansiedade.

Por isso, converse abertamente com os filhos sobre as inseguranças causadas pela pandemia. Pais, mães e responsáveis devem dialogar sobre o risco da contaminação iminente.

Da mesma forma, esse diálogo também precisa estar sempre na pauta das escolas, para que alunos e alunas entendam que é importantíssimo seguir os cuidados recomendados corretamente.

Além disso, é providencial que a escola e as famílias estejam em parceria para:

  • Acolher os sentimentos das crianças e adolescentes, seus desejos, emoções e, principalmente os medos, que podem ser contornados, com muita conversa, compreensão e carinho. Explicar que é necessário, mais do que nunca, ser solidário com os colegas de sala e professores.
  • Conversar sobre a importância de entender a dor do outro e o quanto isso é essencial para toda vida. Alguns perderam familiares ou conhecidos e ainda estão sofrendo com isso. Daí, precisam ser acolhidos e recebidos com empatia.
  • Acompanhar a saúde da família como um todo. Qualquer sintoma da Covid-19 deve ser identificado e informado para a escola, assim como a instituição precisa adotar a mesma postura com professores e funcionários. Desse modo, a exposição ao risco de contágio será controlada.

Levados em consideração todos os pontos levantados até aqui, chegou a hora de escolher a instituição e realizar as matrículas para 2021. Se você está com dúvidas a esse respeito, este é o momento de esclarecê-las!

Como escolher uma boa escola?

A família pode começar verificando como será o funcionamento da instituição de ensino para 2021. Quais os horários oferecidos, dinâmicas e protocolos que já estão e que permanecerão sendo seguidos no ano que vem. Essas são informações importantes e necessárias para decidir matricular seu filho em determinada escola.

Visite as instituições, conheça a estrutura, a ventilação e as mudanças implementadas para seguir os protocolos. Informe-se a fundo sobre o projeto pedagógico e sobre os diferenciais propostos para o ensino no ano letivo 2021. Assim, você evitará surpresas após a matrícula.

Pesquise sobre como a escola tem lidado com a pandemia e o ensino remoto. Para dar maior subsídio aos seus questionamentos veja o que a Associação Brasileira de Saúde Coletiva pensa sobre as escolas e a saúde emocional.

Abaixo seguem algumas perguntas que podem te ajudar:

  • De que modo acontecem as aulas? Elas são expositivas ou incentivam a participação e protagonismo dos alunos?
  • A escola tem usado metodologias ativas e recursos pedagógicos que vão além da aula “tradicional”?
  • O que os professores fazem para reinventar o ensino em situações diversas?
  • Quais providências a escola tem tomado frente às mudanças constantes no quadro de distanciamento social?
  • Como a escola investiu nas tecnologias em função do ensino remoto?
  • O que a escola está fazendo acerca dos avanços tecnológicos no ensino em geral?
  • Os alunos em casa se mostram participativos nas aulas?
  • Durante as aulas, há interação entre alunos nas aulas presenciais e remotas?
  • Como tem se dado a socialização?
  • De que maneira a escola tem lidado com a diversidade?
  • Que tipo de trabalhos e projetos têm sido propostos para maior engajamento dos alunos?
  • Que atitudes a escola tem tomado para engajar mais os alunos nos estudos?
  • De que maneira a escola se mostra sensível aos casos em que há alteração emocional no aluno?
  • Como a escola tem buscado se aproximar mais das famílias?

Nesse contexto, é preciso estar ciente de que a segunda onda de contágio, que já atinge vários países, pode chegar ao Brasil. Com isso, um novo isolamento pode ser decretado e o ensino remoto voltará a ser a alternativa para a continuação das aulas. Saber se a escola está pronta para isso é crucial.

O retorno ao ensino presencial foi bem aceito pela maioria dos alunos em escolas que se preocupam com o emocional e agem no sentido de ofertar momentos socializantes e cuidados personalizados.

É importante reforçar o quanto é importante fazer e fortalecer os laços de afeto com colegas e professores, em caso de mudança de escola. E o quanto será bem especial rever e reatar laços antigos, em caso de rematrícula.

Trabalhar o lado positivo dos acontecimentos pode transformar a visão de toda a família e fazer com que o novo período letivo seja mais tranquilo. Afinal, depois de um ano cheio de recomeços e adaptações, é fundamental estarmos abertos ao novo e mais seguros.

Se você deseja ter acesso a mais informações que possam contribuir para a sua decisão nesta fase de matrículas para 2021, acesse o nosso artigo como escolher uma escola e fique ainda mais seguro para fazer a escolha certa.