A alimentação tem uma grande influência no desenvolvimento infantil. Mas, com tantas opções e ofertas de guloseimas, como influenciar as crianças para terem bons hábitos alimentares?

São diversos os fatores que irão influenciar nessa construção de relação com os alimentos. A forma que a introdução alimentar é feita, a forma como os adultos da família comem, a forma como a alimentação é tratada na escola, os alimentos disponíveis na despensa e geladeira da casa, dentre outros.

No entanto, esteja a criança no período de introdução alimentar, ou já com mais idade, nunca é tarde para incentivar o consumo de ingredientes saudáveis nas refeições.

Benefícios de uma alimentação saudável

O corpo e a mente da criança agradecem por uma alimentação balanceada. Afinal, as refeições impactam diretamente em tudo que é realizado no dia a dia. Desde a disposição física até mesmo o desenvolvimento na aprendizagem.

Além disso, a ingestão diversificada de nutrientes pode garantir uma vida mais longa e com melhor qualidade e bem-estar. Optar por refeições nutritivas é um investimento na vida presente e futura da criança.

Seja exemplo

Esta frase é bastante dita aqui no blog e, possivelmente, será repetida outras vezes: seja um exemplo! Afinal, os pais e adultos que rodeiam as crianças são referências para elas. Seus hábitos têm influência direta no comportamento infantil.

Desde cedo, ainda bebê, eles estão observando. Ver os pais e irmãos consumindo frutas, verduras e outros alimentos naturais já estabelece para eles os hábitos alimentares da família e, quando forem iniciar o consumo, será algo natural.

Sobretudo, não se pode cobrar de outro uma atitude que não é praticada, não é mesmo? Então, se o desejo é que a criança consuma alimentos ricos nutritivamente, é importante que ela veja isso nos adultos também.

Tenha alimentos saudáveis em casa

Bem, como exigir da criança que consuma frutas, por exemplo, se quando ela vai à despensa está repleto de “baganas”? Assim é mais difícil, não é?

Esta atitude começa no ato de fazer as compras de supermercado. Planeje a lista se baseando em um cardápio nutritivo. Em casa, procure deixar sempre à mostra opções de comida saudáveis.

Ter na geladeira e despensa opções saudáveis à altura dos olhos dos pequenos é sempre uma boa pedida. Se possível, dê preferência às comidas caseiras em detrimento aos fast-foods.

Atenção ao açúcar

O cuidado no consumo do açúcar talvez seja mais importante do que você imagina. Ele influencia bastante no paladar e pode modificar a percepção do sabor dos alimentos.

Além do que, educar o paladar das crianças desde cedo pode evitar problemas futuros. Se ela não for acostumada a ingerir comidas muito doces, terá facilidade de consumir um suco natural ou até apresentar pouca atração por “guloseimas”, por exemplo.

Vale lembrar que a alta ingestão de açúcar no corpo tem relação direta com o desenvolvimento de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, entre outras.

Valorize os momentos de refeição

A hora da alimentação deve ser um momento agradável para a criança. Tranquilidade e diversão podem fazer parte da refeição.

Uma boa estratégia é ter uma rotina com horários estabelecidos para as refeições. Toda a família junta à mesa é um diferencial que contribui tanto para a aceitação dos alimentos, como também para o bem-estar infantil.

Lembre-se de evitar o uso de telas durante a refeição. Celulares, TVs, tablets… Crianças que se alimentam enquanto assistem algo não prestam atenção no que comem, perdendo a atenção quanto à satisfação. Dessa forma, podem comer mais do que precisam e até mesmo a mastigação pode ser prejudicada.

Incentive a criança a participar das escolhas

A criança pode (e deve!) participar da escolha do cardápio nas refeições feitas em casa e nas que serão consumidas por ela no lanche da escola, por exemplo.

Ver as opções, indicar o que quer e quanto quer que entre no prato é bastante positivo.

O envolvimento com o comer já se inicia no momento da escolha e saber o que está no prato e na  lancheira contribui para a construção do desejo de se alimentar.

Produza um prato colorido

A diversão pode acompanhar a alimentação tanto no preparo do ambiente quanto da refeição. Um prato colorido pode atrair mais a atenção da criança, como também promove maior diversidade de nutrientes.

Vale também fazer uma decoração especial no prato, um costume que é bem tradicional no Japão. No país oriental, os pais decoram os lanches das crianças com desenhos e carinhas de desenhos animados. Esta é uma forma de convencer os filhos pequenos de que a comida está gostosa.

Além de promover diversão, isso torna o momento de se alimentar uma atividade lúdica. Veja exemplos. 

Ofereça sempre

Persevere na oferta dos alimentos. Insista, mas de forma inteligente. A criança recusou determinado ingrediente? Em outro dia, cozinhe de outra forma, adicione um molho, faça uma receita diferente. Mas não desista.

 

Uma boa estratégia é oferecer as comidas preferidas junto aos novos ingredientes que a criança não conhece ou não aceita.

Se for uma criança já grande, explique também que ela precisa experimentar para conhecer os sabores. E, só pode dizer se gosta ou não de algo se provar antes.

Respeite o paladar da criança

Algo bem importante é que haja atenção aos sinais da relação da criança com a comida. Por vezes, ela pode rejeitar determinados alimentos por “birra”, mas também pode não ter apreço ao ingrediente.

Então, se você percebe que não é uma situação de teimosia, respeite o gosto da criança. Vale colocar em prática a dica anterior, de oferecer o alimento de diferentes formas.

Se após várias tentativas não houver a aceitação esperada, deixe para tentar novamente um bom tempo à frente.

Chame para a cozinha

Para aproximar as crianças dos alimentos uma boa opção é chamá-las para ajudar no preparo das refeições, de tal forma que elas experimentem naturalmente as texturas, sabores e se divirtam com as cores.

No e-book “Livro de Receitas da Família Casa Escola” temos diversas receitas simples e práticas para realizar com as crianças. Acesse o material e faça em casa esses deliciosos pratos com os filhos.

Ah, e não esquece de compartilhar conosco como foi a experiência.

Veja como é tratada a alimentação na escola  

A escola é um local também importante para fortalecer os vínculos com a alimentação saudável. Há todo um trabalho que pode ser realizado pela escola para valorizar os alimentos de qualidade. 

Então, veja como a escola do seu filho trabalha a questão da alimentação, se tem cantina, quais lanches são oferecidos na cantina…

O que a escola pode fazer?

A escola pode ser uma grande aliada na construção dos bons hábitos alimentares, então veja algumas possibilidades de ações que podem ser promovidas no cotidiano escolar. 

  • Criar um dia da fruta;
  • Pesquisar com a galerinha sobre os alimentos saudáveis;
  • Convidar a nutricionista da escola para um papo legal sobre alimentação saudável;
  • Cultivar na horta da escola, ou em pequenos vasos, folhas, tubérculos, brotos e raízes que podem ser saboreados in natura, levados para a casa ou em degustados em uma culinária em turma;
  • Contar histórias divertidas e assistir vídeos que tratam do assunto;
  • Valorizar o alimento saudável na hora do lanche. Tipo: “quem acha que trouxe algum alimento saudável e saboroso?”
  • Conversar com as famílias sobre o que mandar de lanche;
  • Proibir a entrada de refrigerantes e outras bebidas não saudáveis;
  • Ter na cantina da escola opções saudáveis de lanche para facilitar a vida dos pais que precisam cuidar da boa alimentação do filho.

Aqui na Casa Escola, por exemplo, há a opção da tão desejada pizza. Porém, o molho de tomate é caseiro, a massa é integral e o presunto não entra.

A tapioca, incorpora a cultura local e oferece uma opção versátil com a adaptação de recheios diversos como queijo, ovo, leite de coco natural, coco, banana e canela…

Já o refrigerante, esse passa longe da escola, sendo o suco natural, feito na hora, ou a fruta cortadinha, o que é servido para todos, crianças e adultos.

E na hora de montar a lancheira da escola?

As opções são vastas, mas o tempo dos adultos nem tanto, né? Então aqui vai algumas dicas de ouro do que deve e do que não deve encontrar seu espaço na lancheira escolar.

O que não deve ir na lancheira

Algumas opções se mostram muito práticas e são bastante apelativas para conquistar os olhos e paladares em formação. 

Então, na hora de montar a lancheira, evitem:

  • Salgadinhos
  • Embutidos
  • Bebidas com adição de açúcar
  • Iogurtes com corantes
  • Biscoito recheados (grande vilão da lancheira)
  • Refrigerantes

Sugestões do que deve e pode

Calma, também tem muita coisa que pode entrar na lancheira e ser curtida pela garotada. Vejam algumas opções: 

  • Frutas e sucos de fruta do gosto da criança
  • Pipoca
  • Amendoim, castanha de caju e demais oleaginosas
  • Pedacinhos de macaxeira (aipim), batata doce, batata baroa
  • Bolos mais nutritivos como o de cenoura, maçã e banana
  • Sanduíche de pão integral com recheio natural a gosto da criança
  • Ovo de galinha, ovo de codorna
  • Tomatinhos cereja
  • Uva passa
  • Milho verde (dá para cortar em rodelas, as crianças adoram

Além de tudo isso…

  • Procure colocar mais de uma opção fazendo o “Combo do dia”;
  • Participe a criança na escolha do que vai lanchar e mostre como tudo foi organizado e armazenado;
  • Busque feedback: procure saber se ela lanchou e se está de seu agrado…

 

Viu, as opções são das mais variadas! E aí, o que vocês colocam na lancheira da criança? Coloque nos comentários outras sugestões para enriquecermos essa troca.